PRINCIPAIS SEQUELAS E COMPROMETIMENTOS RELATADAS PELAS PESSOAS ACOMETIDAS COM A FORMA GRAVE DA COVID 19 NO MUNICÍPIO DE SÃO BENTO PB
Palavras-chave:
Covid 19. Forma grave. Unidade de Terapia Intensiva. Sequelas.Resumo
A Organização Mundial da Saúde, em 31 de dezembro de 2019, foi alertada sobre vários casos de pneumonia na cidade de Wuhan, província de Hubei, na República Popular da China. Tratava-se de uma nova cepa de coronavírus, um vírus envelopado de RNA que ainda não havia sido identificada antes em seres humanos. Muitos pacientes acometidos com a forma grave da doença e que vivenciaram internação em Unidade de Terapia Intensiva necessitam de acompanhamento longitudinal por equipe multiprofissional em decorrência de sequelas apresentadas, sejam elas neurológicas, vasculares, renais, pulmonares e psicológicas. Nesse sentido surgiu o interesse em identificar as principais sequelas/comprometimentos relatadas pelas pessoas que foram acometidos pela forma grave da COVID 19 e que passaram por internação em Unidade de Terapia Intensiva. Para responder ao questionamento acima foi realizada pesquisa do tipo quantitativa desenvolvida no município de São Bento – Paraíba. A coleta de dados se deu no período do mês de Março 2023 e teve como amostra as pessoas acometidas pela forma grave da doença e que passaram por internação em unidade de terapia intensiva. Foram analisados 21 pacientes que representou um percentual de 66,7% do sexo feminino e 33,2% do sexo masculino. Quanto à escolaridade, grande parte dos pacientes possuía o ensino fundamental incompleto 57,1%. Dos 21 entrevistados, 17 já apresentavam comorbidades na admissão hospitalar, tendo relato de piora das condições pré-existentes em 13 pacientes 77% concomitante ao surgimento de novos agravos. Do universo de pessoas submetidos na amostra, ficou claro o levado grau de desenvolvimento ou de piora de condições mórbidas tais como diabetes, hipertensão, distúrbios do sono, fadiga, dentre outros. Chamou atenção também o elevado número de condições psiquiátricas, o que está diretamente associado ao tempo de internação em leito de UTI, o medo da morte e do desconhecido, isolamento e uso de VMI.
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